Turquia
Uma semana de Istambul foi pouco, eu assumo. Em especial, porque foi a primeira vez que conseguimos viver como (ou quase, vai) os habitantes da cidade. Isso se deve ao nosso anfitrião e querido amigo Murat que, com o carinho característico que o povo turco tem (bem próximo ao daquelas tias que te “entuxam” do melhor que podem dar, seja comida, bebida, um bom banho…), nos deu a possibilidade de conhecer a Istambul que os turistas comuns geralmente não alcançam.
Sim, fomos às principais e surpreendentes mesquitas e palácios, aos passeios ao estreito de Bósforo, mas também a um típico aniversário turco (animadíssimo!), a bares e baladas surreais da cidade (onde se pode ouvir não só a música turca, que e ótima, mas também músicas de todo o mundo, até de Java, se bobear!) e nos adaptamos aos costumes locais (o Zé, por exemplo, distribuía beijinhos nos rostos dos amigos do nosso anfitrião, super comum…).
Como o Murat morava no lado asiático (e mais novo da cidade) quase todos os dias atravessávamos o Mediterrâneo de ferry boat rumo ao lado turístico e europeu, o que valeu descobrir como convivem normalmente os muçulmanos e os praticantes de outras religiões. O mais curioso para a Loba aqui foi o dia em que vi três amigas muçulmanas com o modelito sobretudo-e-lenço-na-cabeça, vendo uma revista de moda onde só se via (adivinha!) modelos com variações de sobretudo-e-lenços-na-cabeça. Daí me dei conta que lógico, porque elas não podem ter vaidade dentro de seus limites? Dá-lhes tudo de estampa para lenço e um mundo de cores para os sobretudos! Arrasa Istambul!
Eu imaginava que ia ao menos emagrecer na Turquia. Ledo engano. A comida turca é simplesmente deliciosa, com seus múltiplos tipos de kebabs, carnes de cordeiro e os doces de comer de olho fechado suspirando hummmmm. A única dificuldade, além da língua- claro!, ficou por conta da bebida principal da casa, o Raki (se pronuncia Rakán) que, como a aguardente colombiana, tem aquele difícil gosto de anis. Ao menos por lá eles dão uma misturadinha com água. E também, cá entre nós, depois de duas viradas goela adentro, com o nível de álcool que você fica no corpo, tudo desce facim, ficam. Desce bebida e desce a dança, porque a Loba aqui foi bastante elogiada pela performance com dança local (algo bem próximo da dança do ventre). Era bracinho e cinturinha na boate, na festa de aniversário, ouvindo rádio no taxi… valeu ter assistido ao Clone… inchalah!






julho 22, 2010 às 2:46 pm |
Nó! Eu acho que minha barriga ia triplicar na Turquia. E ia ser bom para um estágio de novas perfomances dançantes!
Beijo.
dezembro 11, 2010 às 2:00 am |
Apesar de já ter lido esse blog inteiro, passei por aqui só para tentar matar as saudades. Tem dias que você faz tanta falta que até dói.