Tirando as teias de aranha – parte 2


Grécia

Dizer que pegamos manifestações diárias em Atenas, não chega a ser uma novidade. Os quatro dias que passamos por lá foram mais que suficientes para entender de sol de rachar e pedra de montar. Sim, essa parte da viagem foi praticamente uma edição compacta da National Geografic, o que não deixa de ser  interessante. Mas o que mais me impressionou nesses dias foram os gregos e o humor especial dessa espécie. Com o coração sempre prestes a infartar, eles amam como odeiam e brigam como amam. Nunca se sabe se estão gostando de alguma coisa. Cruizemcredo.

eles conversam ou brigam? sempre fica a dúvida!

Ao contrário do que imaginávamos, a Grécia não estava barata, mas mais acessível que Paris (e qualquer lugar o seria). Ver como se organizavam civilizações antes de Cristo e olhar pra gente, dá uma sensação de que “putz, ainda falta um bocado de coisa pra fazer”. Da parte histórica, eu diria que melhor nos livros que ao vivo  (porque os paleontólogos tem ainda um trabalho duro para reconstruir Agora e adjacências).  Me surpreendi mesmo com o litoral da cidade. Com um transporte de tirar o chapéu (quando não está de greve, claro) Atenas permite que você chegue as suas principais praias de trans (resumidamente um metro que circula na superfície). Porém-contudo-todavia, pra quem conheceu o Caribe e o nordeste brasileiro, a paisagem é bonita de se ver, mas o Mediterraneo é frio de se jogar e a orla, de pedras, duríssima de pisar. Os europeus adoram.

Em Atenas... água mole em pedra dura.

Mas o mais lindo mesmo está nas ilhas gregas. Fomos a Mikonos (que é um paraíso pintado de branco), a Patmos (onde conseguimos pegar uma prainha – fria, de pedra, sem onda, mas praia) e Santorini (onde fizemos um bate e volta em Oia – famosa por ser pioneira em adotar o visual todo branco). Todas com muito turistas, em especial de cruzeiros (e nos estamos incluídos), que lotam a cidade, além de querer circular geral e rápido. Uma pena, porque dá vontade louca de ficar uns dias a mais nestes lugares. Já ia me esquecendo de Creta e o templo do Minotauro (que merece reticências) e o pulinho na gigante cidade de Éfesos (que fica na Turquia e sempre faz parte do roteiro dos cruzeiros). Esta sim, vale muito conhecer. Está super preservada e dá mais idéia de como era organizada. Na verdade, essa é uma dúvida que levamos  dessa visitação toda a um mundo de ruínas. É que ao contrário de Atenas, que optou por uma reconstrução mais quebra-cabeça e  fiel possível, Efessos assumiu que bem-não-vai-ser-possivel-montar-tudo-enfiemos-uns-concretos-ai. O que acontece é que se de um lado, o turista se surpreende com a fidelidade das peças, se desanima um pouco com a necessidade de imaginação; do outro, não precisa de tanta visão espacial, mas vai duvidar o tempo todo do que vê. Dilemas a parte, cada um com seu problema e o meu era só ver e pronto.

Mikonos : deve ser duro ser carteiro por aqui

Patmos: é pau, é pedra...

Santorini: no barranco

Éfesos: mais inteira

Cruzeiro

Num resumão. Com bebida e comida liberadas, você abusa. Com a terceira idade assumindo a maioria do lugar, você se joga ao ridículo mais facilmente.  Com essa coisa de acordar cedo para visitar os lugares e dormir tarde para as baladinhas, você chega um caco ao próximo destino . Com tanto sacolejo, não vomitamos. Com a experiência compactada, chegamos a conclusão de que podemos fazer um novo cruzeiro.

Do cruzeiro para a rehab... no no no

4 Respostas para “Tirando as teias de aranha – parte 2”

  1. Fabiane Disse:

    Que vida boa é essa menina!!!! Estou muito feliz por você, mas não entendo muito esse seu trabalho, vc pode explicar um pouco????
    Abraços, Fabi

  2. Dan Disse:

    Loba, manda meu currículo pro RH da sua empresa, sou bom nesse trabalho tb.

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