Tirando as teias de aranha – parte 1

Depois de uns bons meses sem passar por aqui, resolvi dar o ar da graça e retomar  histórias sobre a Colômbia. Contraditoriamente, volto abrindo um parêntesis enorme, para atender a pedidos e contar em curtos parágrafos o que mais capturou esse olhar de Loba na minha honey, sweet honey moon em terras estrangeiras. Comecemos então pelo começo (ohhhhh!!!), a bela cidade da Luz, Parrrri!!!!!

Paris

Uma semana em Paris. Poderia morar nesse lugar. Vou poupar vocês do que ja ouviram sobre a beleza da cidade e me concentrar em algumas atrações pitorescas. A primeira, as bicicletas. Simplesmente me apaixonei com a possibilidade de andar pela cidade de bicicleta. O sistema é super eficiente. Você adquire um cartão de graça para circular com as bichinhas durante trinta minutos. Depois dos trinta, cada hora extrapolada vale mais dois euros no cartão. Isso acontece porque a idéia não é a de que você empreste uma bicicleta e a adote, deixando a bichinha em casa.

O sistema quer atender a população e, por isso, tem que fazer as bikes circularem. Para que esse esquema se realize, ha vários pontos com cerca de vinte bicicletas disponíveis, onde você pode estacionar a sua, visitar o lugar de destino e pegar outra. Simples assim. Simples e em dia de sol, perfeito. Você abandona o escurinho do metro e ainda pode dar umas escapadinhas, o que na lua de mel soa perfeito. Para fechar essa história das bicicletas, vale a pena lembrar que eles têm muitas ciclovias e surpreendentemente os carros, caminhões e cia, te respeitam. Como diria o saudoso Lombardi em uns dos velhos enlatados do SBT – Isso é incrível!

pedala Robinho!

Outro item parisiense que me marcou foram os carões. É praticamente impossível viver nessa cidade sem eles. O nosso anfitrião, o ruivo gigolô bandido Alfredinho, nos ensinou que existem duas qualidades principais de carões - o dos bobos (Alfredo, se está escrito errado, me corrija!!) e o da jeunese doreé.  Os bobos são aqueles carões estilo nouvelle vague, em que o sujeito faz uma cara de eu fumo-bebo-cheiro-trepo-e-ainda-sou-capaz-de-dizer-algo- inteligente. No Brasil, estaria mais próximo dos cults, mas com um cenário mais apropriado, no caso,  as margens do San Michel .

Do outro lado, la jeunese doreé (juventude dourada) já apresenta resquícios da velha aristocracia francesa, com seu dia a dia coberto de um luxo casual, quase um descaso, em que a idéia é viver-cada-dia-como-se-fosse-morrer-amanhã-mas-com-a-dignidade-de-uma-bolsa-Louis-Vuitton. Esses tipos podem ser facilmente encontrados ali pela Champs Eliseé e, em especial,  na Rue des Mules (a rua das mulas, dispenso comentários).

Se vocês me dessem mais um paragrafozinho para escrever, eu talvez me concentrasse na culinária local que me fez engordar de leve. A idéia de adotar o tudo “du jour” (sugestão da minha querida Isabel Rodrigues) valeu vinho e comida requintados a preços possíveis, numa cidade que é pra lá de cara. Entre os tops degustados, a Loba que vos fala destaca as carnes, sempre as carnes, de pato (no chique do chique, cannard), maravilhosos scargots e a comida mais nordestina que encontrei por lá, uma espécie de lingüiça de intestino de boi (ou andouillette para os mais finos).

comendo as buchada dos franceses...

Sair de Paris também foi muito bacana. Fomos a Versailles que vale uma viagem para se ter idéia do que e gente rica e o que a imaginação de um rei pode fazer.

o palácio do rei sol de frente

E em Chartres, pela sugestão do nosso queridíssimo padrinho Paulo B, uma petit cidade que tem ares do interior francês como a gente bem imagina e como pintaram os impressionistas franceses. A catedral de lá é simplesmente incrível e não deixa  a desejar quando o assunto é estilo Notre Dame. Os velhinhos e, em especial, as crianças, DEUS do céu, dão  vontade de levar  pra casa! Sigo com a saga amanhã, quando o assunto vai pros gregos. Au revoir…

chartres guti guti

2 Respostas para “Tirando as teias de aranha – parte 1”

  1. Isabel Disse:

    Eu sabia que qualquer informação seria muuuito bem aceita e aproveitada por vocês!!! Parabéns pelo casamento, pela viagem, por tudo de bom que serve pra gente continuar achando que a vida vale a pena! EE ah… que saudades dos scargots fresquinhos!

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