E finalmente aportamos em San Andrés. Aportar no sentido real da palavra: sem hotel, às 2h da madruga, mochilinha nas costas e boa sorte. E a sorte relativamente estava no nosso lado. A relatividade está ai, porque se a cidade estava lotada e não encontramos vagas, o céu estava lindo e valeu acomodar a pequena bagagem num coqueiro caído e dar uma dormida na praia mesmo.
Depois de arranjar um cantinho pro dia seguinte (porque o romantismo a céu aberto tem limite e precisa de um banho), lá vamos nós dar uma geral pela ilha. Primeira geral, a pé, pelo litoral norte, já descobrimos que sim, o Caribe segue aqui especialmente lindo e morno, a areia fininha e branca, numa paisagem que com certeza Deus andou criando pra tirar umas férias também. Nessa parte da ilha, o mar é bem tranqüilo, tipo rio lento em Caldas Novas, o que fica ótimo pra mergulhar com snorkel. A pesar dos poucos peixes na orla, você pode ter a sorte (no meu caso, bateu na trave!) de encontrar tartarugas dando um role por ali.
Continuando o esquema curtindo uma viagem em um fim de semana, demos uma segunda geral, agora pela ilha toda, com uma Honda Bizz daquelas que até eu dirijo. E até eu dirijo MESMO. Afinal, você não precisa de capacete e muito menos de carteira de motorista pra dirigir uma dessas por lá. Na verdade, nem precisa saber dirigir, porque ali mesmo uma figura te ensina a acelerar, frear e boa sorte. E a boa sorte seguiu durante umas três horas, onde conhecemos alguns lugares típicos da ilha, como o trampolim de 4m de altura que fica em um aquário natural e que, obviamente, eu com o medo de altura que Deus me deu, não me atrevi a pular. Como podem ver, Daniel tratou de fazer essa experimentação científica por mim… e sim, eu ia dizer altitude…
O lado sul da ilha é ainda mais interessante. Lembra um filme do Antonio Banderas que eu esqueci e não consigo achar. Um ar de cidade do interior do México, com casas bem coloridas e ondas um pouco mais animadas (mas se você quiser surfar, não se anime muito).
Voltando pro lado norte, encontramos o mesmo esquema fast food das motos, agora com mergulho em águas profundas: vinte minutos de vídeo, um treinamento de dez minutos nos fundos de um hotel voltados pra parte rasa do mar e o batismo já há dez metros de profundidade, com toda a fauna e flora que o Caribe pode te presentear.
Depois da mareada de uns e do encantamento de todos, nada pra comer. Afinal, 17h, um sol de rachar, só resta fechar o comércio pra siesta e abrir mais tarde. Com um sanduíche qualquer na barriga e a promessa de um bom banho, um jantar e rumba mais tarde, chegamos no hotel e caímos nos braços de Morfeu, só acordando no dia seguinte.
Domingão, sol de sempre, dia de desfrutar um perigoso Coco-loko (wisky, brandy, vodka, água de coco e gelo com água do mar) e fazer amigos nativos. Entre eles, Juan Michel, que tenta me ensinar um pouco de criollo (idioma local que mistura inglês com um acento africano, jamaicano, algo do tipo) e da história da ilha (formada essencialmente por negros que sofreram a influência inglesa/holandesa no séc XVII). Ficou faltando a ilha de Providência que fica logo ali a quatro horas de barco ou uma de avião, que dizem ser igualzinha a mim – um pouco mais intocada…hehehehe. Uma desculpa ótima pra voltar.
… Juan Michel depois…
Eu sei que tá um papo de aranha (com Coco loko na cabeça não ia render …) mas no finalzinho dá pra ver como eles falam… aguente! Devo destacar que o cinegrafista ficou com um pouquinho de medo, depois que o meu amigo resolveu cobrar pela entrevista… uma pena, porque seguimos com a conversa até ele traduzir: “as brasileiras são belas” por “ de brasiliá umá ar róte” (algo como the brasilian women are hot!)



fevereiro 28, 2010 às 6:38 am |
Achei que o Zé ia fazer um duplo carpado quando abriu os braços e começou a pegar impulso… e ai ele vai e pula do jeito mais simpes do mundo!! kkkk
Se eu for pra Colombia nós vamos saltar em alguma coisa direito… igual eu fiz aqui!! Bjoss
março 1, 2010 às 2:00 pm |
Oi amigaaaaa !!! Já estou escolhendo qual dessas belas praias iremos visitar quando eu e Marcelo formos praí !!! Já estou me programando pra isso… preparem-se !!! Um grande beijo dos recém casados…
março 21, 2010 às 4:46 pm |
ja sabe que é mais que bem vinda né?
março 3, 2010 às 12:15 pm |
Lobaaaa! Amei! Mas na proxima vc TEM que ir pra Providencia!!! Magico! Bjs
março 21, 2010 às 4:46 pm |
ta na agenda, vou provienciar isso pronto!
março 6, 2010 às 1:15 pm |
Ei lobo, adoro as suas entrevistas e comentário.
Saudades!!! Beijinhos
março 21, 2010 às 4:44 pm |
valeu si!!! muitas mas muitas saudades de vc!! bjao
março 14, 2010 às 10:38 pm |
altitude não é a altura em relação ao nível do mar? o termo se aplicaria perfeitamente! beijos e saudades! estou louca pra saber qdo vai conhecer o Museo del Caribe em barranquilla… podia ter aproveitado o carnaval!
março 21, 2010 às 4:41 pm |
tb acho! agora vai convencer o zé de ir a museus, vai… valeu pela referencia a altitude… amo amigas inteligentes! bjao dividido por tres
março 14, 2010 às 10:40 pm |
o crioulo do Juan Michel me lembrou o pirata negro, personagem dos quadrinhos do Asterix, em que seus balõeszinhos vêm o texto faltando algumas letras, vc saca qual? o autor substitui umas vogais por apóstrofos no meio da palavra, pra simular o sotaque que engole letras… beijos!
março 21, 2010 às 4:40 pm |
total bel!!! so vc mesmo com essas referencias!!!